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7 tabus atuais das mulheres jovens

mulher jovem

Medos, inseguranças e constrangimentos são maus companheiros se estamos procurando uma relação sexual prazerosa, seja sozinha ou acompanhada. 

A masturbação, o nível de desejo sexual ou a dificuldade de atingir o orgasmo ainda são alguns dos tabus mais difundidos entre as mulheres jovens.

As pesquisas explicam que esses tabus se devem principalmente à forma como elas são socializadas, à falta de referências e de educação sexual e à disseminação excessiva do amor romântico.

A falta de educação sexual de qualidade e regulamentada, juntamente com o acesso quase ilimitado a informações de má qualidade, é o terreno perfeito para que toda uma série de mitos e tabus apareçam entre as jovens. A isso devemos acrescentar as dificuldades dos adultos para falar sobre sexualidade com suas filhas, o acesso precoce à pornografia, os tabus da população adulta, etc.

Os principais tabus sexuais

Analisamos diversos estudos sexológicos e pesquisas feitas com mulheres mais jovens para descobrir quais são os principais tabus sexuais delas. Já avisamos que são muitos e diversificados.

1. Elas têm menos desejo sexual que os homens?

Isso é falso. E não é só isso, aqui a diferença está principalmente na forma como o desejo de homens e mulheres é socializado, e na falta de tempo para se dedicar ao prazer, que é crucial para a expressão da libido. As mulheres dedicam muito mais tempo a outras tarefas, e para se conectar com o desejo e dar espaço a essas experiências, tempo e energia são necessários. 

Tradicionalmente, os níveis de libido das mulheres têm sido considerados inferiores aos dos homens. No entanto, estudos até o momento desmentiram esse mito. As mulheres respondem à presença de um estímulo erótico com a mesma velocidade que os homens. 

O problema apontado pela maioria dos especialistas no assunto é a existência de uma educação restritiva com a expressão da libido nas mulheres, que tem sido desaprovada e desvalorizada pela sociedade se se manifestar. É por isso que as mulheres têm escondido seu desejo, limitando seu papel ao de serem desejadas.

2. A masturbação

Apesar de toda a revolução sexual ocorrida nos últimos anos, a masturbação feminina ainda é um tema difícil para muitas jovens. 

A diferença de gênero na masturbação, de acordo com pesquisas espanholas, é de 66%. Enquanto os homens se masturbam 203 vezes por ano, as mulheres só se masturbam 68 vezes. Além disso, a pesquisa constatou que uma em cada cinco mulheres europeias não se masturba, em comparação com 8% dos homens. A diferença vai aumentando à medida que a idade aumenta.

Embora seja cada vez mais comum as mulheres compartilharem suas opiniões sobre todos os tipos de brinquedos sexuais, muito poucas falam sobre o ato em si. A masturbação feminina não tem sequer um lugar na linguagem coloquial. “Quando eu me toco lá” é a expressão mais comum que podemos encontrar, “siririca” também existe, mas é quase impossível ouvi-la na boca de uma mulher.

Além disso, algo que acaba ocorrendo tanto com homens como com mulheres é a ideia errada de que masturbação faz mal.

3. A primeira vez sempre machuca?

Esse mito, como todos os mitos, é baseado em lendas urbanas, em boatos que vão passando no boca a boca, mas a verdade é que não tem que doer. Algumas meninas podem sentir desconforto ou dor, mas provavelmente os nervos, a falta de conhecimento e, acima de tudo, a falta de excitação é que estão garantindo que isso ocorra.

A virgindade tem sido tabu durante séculos, mantendo a sexualidade feminina fechada até o casamento. Esse esquema evoluiu para um contexto no qual a pressão e o medo são manchetes. 

Para a pergunta típica “dói e sangra sempre na primeira vez?”, a resposta é NÃO. Depende de vários fatores e, embora isso aconteça com muitas meninas, a realidade é que o relaxamento dela influencia mais do que parece. Quanto mais dúvidas e inseguranças você tiver, maior é a probabilidade de se machucar na primeira vez. 

Outra razão comum para as meninas sentirem dor e sangrarem é porque elas não vão devagar e o parceiro penetra rapidamente, sem preparação, excitação ou lubrificação suficiente. 

4. A dificuldade em chegar ao orgasmo

O orgasmo é o clímax da excitação. Os músculos vaginais e perineais se contraem de forma rítmica e involuntária. Assim, são experimentadas intensas sensações de prazer na vagina, estendendo-se a toda a pelve, embora algumas mulheres possam experimentar orgasmos em todo o corpo.

Estima-se que 40% das mulheres em todo o mundo nunca experimentaram o orgasmo ou têm grandes dificuldades. Na Europa, 60% das mulheres têm dificuldade de atingir o orgasmo, de acordo com estudos recentes.

Por que isso acontece? Há vários motivos: má comunicação com o parceiro, estresse, depressão, entre outros.

No entanto, o principal problema é muitas vezes a falta de conhecimento do próprio corpo. De acordo com o estudo, mais de 17% dessas mulheres confessam que não receberam nenhum tipo de educação sexual.

5. Com camisinha a sensibilidade é menor?

O que existe é um certo condicionamento e sugestão. Evidentemente, a camisinha é um elemento a mais no encontro sexual e é necessário tê-lo em mente para as práticas sexuais e orais, mas não é um intruso e se soubermos como introduzi-lo na prática sexual, pode ser divertido e erótico. Sem esquecer que sua eficácia na prevenção da gravidez e da propagação de infecções sexualmente transmissíveis é de 98%. 

De acordo com a empresa Durex, muitas pessoas acreditam que os preservativos afetam a sensibilidade sexual. Isso leva os homens a pensar que não conseguirão uma boa ereção ou não vão desfrutar tanto do sexo. 

Além de superar esse preconceito, é importante selecionar o preservativo mais adequado, que não comprometa o conforto e o prazer.

Por fim, ainda há os homens que creem tanto que a camisinha diminui a sensibilidade que apenas a usam para vencer uma possível ejaculação precoce. No entanto, claro que a maioria se decepciona. Caso chegar lá rápido demais seja uma questão para o homem, é bom saber que há tratamentos para o problema, como a dapoxetina.

6. Orientações sexuais

Quando se sai da heterossexualidade tradicional, pode haver muitos tabus para várias pessoas. Embora tenham sido feitos progressos na questão e ela esteja se tornando cada vez mais visível, a orientação sexual continua sendo um tabu para muitas mulheres, especialmente em uma idade precoce. 

A gama de possibilidades de ser, sentir e experimentar é mais ampla do que nunca, ou melhor, a liberdade de expressá-la é maior. Entretanto, nem sempre é fácil quebrar a tradição, especialmente em ambientes mais conservadores. 

7. Temos que chegar juntos ao orgasmo para ter uma “conexão”?

É bom lembrar que pode ser divertido chegar lá juntos. E, com uma boa comunicação, é possível, mas é uma ideia baseada em uma idealização do amor romântico que pode levar à pressão e à frustração se não for alcançada. Você pode gerar muito mais conexão, dando um ao outro o tempo necessário e estando presente no momento, mesmo que os tempos de orgasmo sejam diferentes.

Uma edição americana do HuffPost contou que a maioria das pessoas acha que os orgasmos sempre têm que ser simultâneos porque é isso que elas vêem na TV e no cinema.

Mas o orgasmo é um processo muito pessoal e cada pessoa tem um momento único. Se vocês tentarem chegar ao orgasmo ao mesmo tempo, sempre haverá uma pessoa que tentará se apressar e outra que terá que diminuir a velocidade. Ambos vão sentir que estão fazendo algo errado.

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